Há tanta gente sim,
Nas terras de onde vim;
Tanto irmão com fome,
Tanto velho com frio,
Nas terras de onde vim,
O chão é arenoso, o calor escaldante.
E há sim, tanta gente sim,
Nas terras de onde vim,
O choro da mãe desesperada
Com o filho tomado das chagas humanas,
Sem fim.
Existem tantas mãos postas,
Pedindo auxilio e socorro,
E muitos cegos que não enxergam nada,
Além do que desejam
E há sim, tanta gente sim,
Nas terras de onde vim,
Nem só de tristezas a minha terra vive
Há irmãos anjos que desdobram-se sem fim,
Lá, na terra de onde vim.
Onde há esperança no sorriso da criança
Em que o velho é respeitado e amado
Serenos são os cantares
E há tanta gente sim,
Nas terras de onde vim,
E de todos os anjos que lá vivem
Nenhum amo mais do que Aquele
Que me trouxe aqui.
Enfim, da Terra de onde vim.
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