Pessoal,
Este é o ultimo post de 2011!!! Que o próximo ano seja repleto de conquistas, alegrias, felicidades, enfim, repleto de vibrações positivas!!!
Deixo um texto que recebi de uma amiga; expressa realmente o que também desejo a cada um de vocês que me acompanham aqui!!!
Abraços e nos vemos breve!!!
Anderson
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PLANO DE JOGO – 2012
Se a vida é um jogo, que em 2012, possas dar grandes sacadas que farão a diferença para ti e para os que vivem ao teu redor. No jogo da vida, ninguém ganha e nem perde sozinho.
...
Que a tua recepção seja eficiente para acolher pessoas e boas idéias, mesmo aquelas que te tiram da zona de conforto. Adequar-se a eventuais desacomodações podem te levar a pequenas conquistas de uma grande vitória.
Que com muito empenho e precisão, levantes o astral e construas grandes jogadas que facilitem as ações de teus pares. Quando tudo parecer impossível, faça o possível, acreditando que vai dar. Quando puder, use a finta não para enganar, mas para surpreender.
Que estejas esperto para defender tuas idéias e convicções, sem necessariamente ser teimoso. Para tanto, procure estar sempre bem colocado para melhor distinguir, bola fora ou bola dentro.
Que sempre consigas bloquear a vaidade, o orgulho e o egoísmo desmedido e que tenhas atenção para não cair em fintas ardilosas que possam te levar a fazer aquilo que, éticamente, você não quer fazer.
Que ataques com força ou sutileza o mau humor, a intolerância e o pessimismo, colocando a boa vontade em pontos estratégicos na quadra das emoções.
E que se algo sair errado, não desista. A vida é feita de muitos campeonatos e cada um tem os seus. Prepare-se, colocando prioridades e objetivos para cada um deles e use a experiência de um, para o êxito de outros. Não conquiste apenas uma parca e solitária vitória, construa um processo que te possibilite encarar desafios em direção a muitas vitórias. Seja um vencedor de si mesmo.
Ah! ... e quando tiver um tempinho, bata uma bola. É bom para descontrair. ...rsrsrs...
“Vivendo e aprendendo a jogar. Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas aprendendo a jogar”. – Guilherme Arantes
Vou ficar na tua torcida.
Feliz 2012.
Seja bem vindo, aqui compartilho um pouco de "minha Obra", meus pensamentos, os personagens reais e imaginários tomados de dúvidas, crônicas, poemas banais e a forma como enxergo o mundo.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Capricornio
Encontrei essa definição dos Capricornianos... nada mais justo e correto! Pessoas deste signo são únicas, afinal, tenho que puxar a brasa para meu assado!!!
CAPRICÓRNIO
Esses calmos capricornianos
Adoram a solidão
Onde se recolhem
E guardam sua emoção...
Podem parecer frios
Não demonstram o que sentem
Mas amam intensamente...
Jamais esquece um grande amigo
E estes levam pra vida toda
Ah! Capricornianos
Adoram estar por cima
Mas jamais passam sobre ninguém
Porque sua melhor qualidade
Está na lealdade que têm
Esses calmos capricornianos
Adoram a solidão
Onde se recolhem
E guardam sua emoção...
Podem parecer frios
Não demonstram o que sentem
Mas amam intensamente...
Jamais esquece um grande amigo
E estes levam pra vida toda
Ah! Capricornianos
Adoram estar por cima
Mas jamais passam sobre ninguém
Porque sua melhor qualidade
Está na lealdade que têm
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Feliz Natal - A Lenda
Pessoal,
Este é o meu último post antes do Natal, então queria agradecer a cada um de vocês que me brindou com sua visita neste singelo blog! Que o Bom Velhinho que existe dentro de nós revigore nossa esperança, fé, amor e humanidade!!!
Feliz Natal a todos!!!!
Este é o meu último post antes do Natal, então queria agradecer a cada um de vocês que me brindou com sua visita neste singelo blog! Que o Bom Velhinho que existe dentro de nós revigore nossa esperança, fé, amor e humanidade!!!
Feliz Natal a todos!!!!
A LENDA
Muitos anos atrás, na época do Natal, Papai Noel se preparava para sua viagem anual.
Só que as coisas não estavam caminhando bem...
Primeiro, quatro de seus duendes ficaram doentes, e os duendes substitutos não conseguiam produzir os brinquedos com a mesma eficiência. Papai Noel começou a se aborrecer, pois o prazo era curto até o Natal. Para piorar a situação, a mãe do Papai Noel veio lhe fazer uma visitinha rápida, mas acabou ficando...
Ele não tinha muito tempo e já estava atrasado.
Quando ele foi pôr os arreios nas renas, não encontrou três delas, que haviam pulado a cerca e fugido, para piorar, outras duas estavam grávidas e não podiam trabalhar. Nessa altura Papai Noel já estava perdendo a esportiva!
Quando ele começou a carregar o trenó, um dos lados quebrou, e os brinquedos caíram todos no chão quebrando-se em pedaços. Frustrado, resolveu tomar um café com uísque para se acalmar. Mas não achou nenhuma garrafa de uísque, pois os duendes haviam tomado tudo!
Enquanto procurava por mais garrafas deixou cair o vidro de café que se quebrou em mil pedacinhos, fazendo a maior sujeira na cozinha.
Foi buscar a vassoura e descobriu que os ratos haviam roído as cerdas!
Neste momento tocou a campainha e Papai Noel foi atender.
Era um anjo, com uma linda árvore de Natal, que disse alegremente:
"Feliz Natal, Papai Noel. Não está um lindo dia? Onde você quer que eu ponha esta árvore?”
E assim começou a tradição de se colocar um anjinho no topo da árvore de Natal!
More Than Just Words
Entre tantas que existem,
encontramos pessoas simples ou confusas.
apóstolas de paz ou guerreiras incessantes,
mas em ti, há guardado algo inexplicável.
Talvez Deus em sua infinita sabedoria,
tenha te escolhido como sua mensageira,
levar uma porção de alegria,
uma pitada de loucura,
quilos de doçura e um toque de ironia;
ingredientes que juntos e
delicadamente misturados,
encantam e fascinam,
aprisionam as atenções,
os carinhos e os cuidados,
permitem aos ponteiros dos relógios,
pararem quando estás por perto,
porque nada há de mais especial e único,
que encontrar pessoas cativantes,
apaixonantes, amáveis e insubstituíveis!
Tenho uma fome animal
"Verdadeiramente, estou com tudo e nada,
cheio de vontades e desejos, manias e anseios,
em mim nada cabe e tudo reside,
como um ciclone que não chega ao fim,
carrego e levo por entre corredores,
aquilo que encontro sem consciência,
sem importar com meus atos impensados,
nesta imensa cadeia chamada vida".
cheio de vontades e desejos, manias e anseios,
em mim nada cabe e tudo reside,
como um ciclone que não chega ao fim,
carrego e levo por entre corredores,
aquilo que encontro sem consciência,
sem importar com meus atos impensados,
nesta imensa cadeia chamada vida".
Seven
"Nada lembra a transparência de sua alma;
revestida por carne e tecidos,
uma descoberta feita pode ser escondida,
sob sete símbolos perdidos".
revestida por carne e tecidos,
uma descoberta feita pode ser escondida,
sob sete símbolos perdidos".
Palavras "empoleiradas"
Ela ainda era capaz de realizar o contra-ponto entre uma realidade percebida e a escondida; embora nunca acreditasse nas palavras que lhe eram direcionadas. Classificava-as como jocosas e até mesmo irreais, dispensava afeto, esquecendo que todo o tipo de troca é bem vinda, principalmente quando proporcionam crescimento..
Resumo
Por mais que a consciência argumente, não há possibilidade em esquecer, ou apenas sublinhar determinados pensamentos como se fossem trechos de algum texto longo.
Todo tipo de tratativa neste sentido, mostra-se infrutífera, pois, uma vez exposta a chaga, qualquer impureza pode atingi-la.
E não são raras as oportunidades para ignorar, mas entre a ponderação e a realidade, existe o elemento desencadeador de toda celeuma - personalidade!
domingo, 18 de dezembro de 2011
Pedido ao Bom Velhinho!
A conexão com as pessoas é algo fantástico; principalmente nesses tempos de internet e redes sociais em que tudo é devidamente dividido e compartilhado. Tenho percebido que algumas pessoas reclamam sempre dos mesmos problemas, dos mesmos dissabores e frustrações.
Sinto uma vontade grande de um dia perguntar o que elas estão fazendo pra conseguir resultados diferentes, mas temo que a resposta seja que elas sempre fazem algo diferente e que o problema não seja elas e sim as pessoas com as quais se relacionam.
A grande verdade é que a vida não tem manual de instruções, a gente vai tentando aqui e ali acertar a mão na receita, alguns conseguem fazê-lo com certa facilidade, outros continuam batendo a cabeça contra a parede, enfim, talvez seja a hora de pedir, nesta época natalina mais maturidade, sabedoria e inteligência para o Bom Velhinho!
Quase Jogador
O sonho de onze de cada 10 meninos brasileiros que curte futebol é se tornar um jogador profissional. É algo cultural, o pequeno imagina que cada campinho de chão batido é um gramado verde de um estádio lotado, com uma torcida ensandecida, cantando hinos e gritando por seu nome.
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| Dinho em ação! Imagem da internet |
Comigo não foi diferente. Torcedor do Grêmio em uma época fantástica dos anos 80 e 90 que influenciaram minha infância a adolescência vivia e respirava futebol, mas a época me proporcionou um dificultador para a realização do sonho – não existiam o Dinho e o Ronaldo Fenômeno. Talvez se eles já fossem jogadores profissionais naquela época, tudo poderia ter sido diferente.
Sim! Meu futebol podia ser comparado ao do Dinho, guardadas as proporções. Classificado como brucutu, gíria para os jogadores sem muita técnica, mas que utilizavam a força física para se imporem, esse volante sergipano multi-campeão era o exemplo clássico a ser seguido para quem como eu tinha poucos lampejos de genialidade. No meu caso estes corresponderam a 0,01% de toda minha produção futebolística. Por conta desta pouca intimidade com a pelota dos pés me renderam a ida para baixo das traves, onde tive relativo sucesso.
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| Ronaldo "Fofômeno" imagem da internet |
A verdade é que junto a isso havia a condição física, digamos que naquela época estava mais próximo para o físico de um dono de pizzaria do que para um atleta profissional, com isso sofria o chamado “buling”, que acabava sendo resolvido na base do soco e pontapé no final da aula, isso devidamente incentivado pela horda de colegas que desejavam ver confusão, quando a situação piorava sempre chegavam os amigos para reforçar a ação, boa época.
O importante é que graças ao “grande” Ronaldo Fenômeno, os gordinhos de todo mundo devem o fim da discriminação contra eles, vê-lo entrar em campo com aquela pança de tio aposentado rompeu definitivamente as barreiras do preconceito no mundo do futebol, e hoje meu sonho de ser jogador profissional poderia ser algo real.
A única tristeza que carrego em tudo isso é quando comparo o meu salário com o de qualquer perna de pau que veste um uniforme de clube profissional da Série A do torneio nacional, é tamanha que só pode ser dimensionada a marcação de um gol contra na partida final do campeonato.
sábado, 17 de dezembro de 2011
Consultoria e Projeto
Final do ano sempre proporciona ao Ser Humano a possibilidade de descobertas e surpresas e lembrei-me de uma frase que encontrei certa vez na internet e cujo autor desconheço que diz: “Às vezes quando tudo dá errado, acontecem coisas maravilhosas que jamais aconteceriam se tudo tivesse dado certo”. Neste último semestre da Faculdade, em que a fase final da graduação em Administração está cada vez mais próxima, pois só mês resta o desenvolvimento do trabalho de conclusão, esta constatação se mostrou corretíssima.
Uma das cadeiras que freqüentei era sobre Consultoria Organizacional, uma das mais esperadas e geradora de expectativa para ter contato, porque de forma esporádica e amadora presto algumas consultorias. Costumo dizer que o papel do Consultor é interessante – você acaba sendo pago por alguém para dizer como este alguém deve investir o próprio dinheiro no negócio que tem; se tudo der certo, o mérito é do Consultor, caso contrário, o único responsável é o cliente que não adotou as medidas e ações sugeridas.
Sempre observei os prazos de entrega de trabalhos e provas, por entender que minha futura profissão exige realmente isto, o trabalho com prazos que devem ser observados e cumpridos. Uma destas tarefas foi realizada através da internet, a realizei, revisei, gravei e postei dentro dos prazos propostos. Para minha surpresa, recebi a divulgação da nota: zero! Sim, havia tirado zero, por um simples e único motivo – a prova chegou em branco no sistema da Universidade. Até agora ninguém entende o que ocorreu, deve ser um destes terríveis dogmas da informática, por mais que tente se entender nada se descobre.
Lembrei dos tempos de Escola, este zero em Consultoria Organizacional – mesmo injusto – entraria no pódio de outras duas provas com igual classificação. A primeira ocorreu na sexta série, por mais que a Professora Magdalena tentasse, as equações e todos os seus afins pareciam algo gerado por um ser extraterreno e a outra no segundo grau foi aplicada por uma maravilhosa Professora de Inglês, Suzi, perfeita mestra, mas que me causou a perda de uma bic que foi quebrada tal a ansiedade em responder os questionamentos na língua bretã.
Só havia uma decisão correta a tomar – ligar para a Universidade, argumentar com a Professora e pedir nova chance. O fiz sem muita convicção, porque nossa turma teve problemas administrativos bem extensos nestes quase 04 anos e eis que para minha surpresa recebo uma ligação da Professora me informando que meu caso havia sido exposto a Coordenação do Curso e por meu histórico havia sido concedida nova oportunidade de fazer a prova. Realmente foi uma excepcional notícia! Refiz, gabaritei e a prova e posso dizer que fui de 0 a 10 em poucos dias!
Quando recebi a aprovação da cadeira de Consultoria e fiquei apto a começar a produzir o Projeto para o trabalho final, fiquei um pouco inseguro e me lembrei daquela tão atenciosa Professora. Pensei em pedir-lhe auxilio, mesmo sabendo que ela não tinha obrigação em realizá-lo. Ponderei e percebi que já tinha um não; bastava torcer para receber um sim. Entrei em contato e para minha surpresa, a resposta foi afirmativa, e para surpreender mais ainda, ao perguntar como poderia pagá-la ela disse que nada cobraria que tinha gostado do projeto e que faria algumas pesquisas para se inteirar do tema e voltaríamos a conversar.
Cerca de dois dias depois, ela me contatou e antes de darmos sequência as nossas trocas de impressões, ela com uma sinceridade desconcertante me disse que seria chata, pegaria no pé para consertar os mínimos detalhes do trabalho, era pegar ou largar. Recordei de outro professor que havia comentado serem os melhores orientadores os possuidores dessa qualidade: os chatos!
O projeto foi desenvolvido e entregue, mas o mais importante foi o conhecimento e a troca de impressões e experiências conseguidas. Esta espetacular Professora mostra um profissionalismo, uma competência e uma entrega fora dos padrões, extremamente solícita, dona de idéias e metas que acabam sendo inspiradoras. É fantástico perceber a sua visão de mundo, de mercado. Recorda-me uma palestra em que foi exposto, existir um percentual de apenas 3% de alunos que acabam realizando alguma diferença dentro do mercado de trabalho. Tenho certeza que ela fez parte deste seleto grupo de alunos.
Uma Professora tão abnegada quanto esta, proporciona um salto de qualidade na relação professor-aluno, deixando mais latente a diferença entre simples professores e Mestres. Os primeiros se preocupam unicamente em despejar o conteúdo sobre os alunos, os segundos agem exatamente iguais a ela, apresentam alternativas de escolha, mostram os caminhos, os objetivos escondidos, acabam sendo os responsáveis diretos para o aparecimento destes 3% que farão a diferença no futuro.
Independente do que pensem, os Mestres são os grandes formadores de opinião, e encontrar um em nossa formação é uma dádiva, um verdadeiro presente. Eles mostram que o comprometimento com a profissão que abraçaremos é o único caminho que nos conduzirá a excelência, a uma tarefa bem concluída, reforçando a esperança em uma sociedade mais justa e igualitária. Não tenho dúvidas, a Professora Alana fez a diferença em minha carreira e reforçou idéia em seguir meus planos profissionais. Pensar que, se tudo tivesse dado certo com minha prova, não teria oportunidade de conhecê-la, às vezes é preciso agradecer, mesmo sem saber muito porque aquele contratempo ocorreu.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Suspiros
Porque se tem uma vontade tamanha de não se ter mais vontade?
Se a vontade quando real e lícita permite que o homem crie asas e voe
Seja em direção ao desconhecido ou a seus sonhos,
Deixando se levar com a intensidade própria de um suspiro?
Se a vontade quando real e lícita permite que o homem crie asas e voe
Seja em direção ao desconhecido ou a seus sonhos,
Deixando se levar com a intensidade própria de um suspiro?
Eloquência
Todo poeta quando vê algo, o faz com outros olhos;
deseja o impossível - viver amor platônicos,
fantasia incessante com o inimaginável,
cria castelos de cartas em meio a tempestades,
morre a cada dia para ressuscitar logo depois;
é se o tudo e o nada vivessem dentro dele
em uma constante e indivisível eloquência!
deseja o impossível - viver amor platônicos,
fantasia incessante com o inimaginável,
cria castelos de cartas em meio a tempestades,
morre a cada dia para ressuscitar logo depois;
é se o tudo e o nada vivessem dentro dele
em uma constante e indivisível eloquência!
sábado, 10 de dezembro de 2011
Namore um cara que lê
Este mês por alguns motivos alheios a minha vontade não tenho conseguido me dedicar com todo afinco a uma das atividades que mais me proporciona prazer, mas encontrei este post em outro blog e resolvi posta-lo aqui, até porque, se ninguém gava, zeca gava!!!
Namore um cara que lê
Namore um cara que se orgulha da biblioteca que tem, ao invés do carro, das roupas ou do penteado. Ele também tem essas coisas, mas sabe que não é isso que vai torná-lo interessante aos seus olhos. Namore um cara que tenha uma pilha de três ou quatro livros na cabeceira e que lembre do nome da professora que o ensinou as primeiras letras.
Encontre um cara que lê. Não é difícil descobrir: ele é aquele que tem a fala mansa e os olhos inquietos. Ele é aquele que pede, toda vez que vocês saem para passear, para entrar rapidinho na livraria, só para olhar um pouco. Sabe aquele que às vezes fica calado porque sabe que as palavras são importantes demais para serem desperdiçadas? Esse é o que lê.
Ele é o cara que não tem medo de se sentar sozinho num café, num bar, num restaurante. Mas, se você olhar bem, ele não está sozinho: tem sempre um livro por perto, nem que seja só no pensamento. O rosto pode ser sério, mas ele não morde, não. Sente-se na mesa ao lado, estique o olho para enxergar a capa, sorria de leve. É bem fácil saber sobre o quê conversar.
Diga algo sobre o Nobel do Vargas Llosa. Fale sobre sobre as novas traduções que andam saindo por aí. Cuidado: certos best-sellers são assunto proibido. Peça uma dica. Pergunte o que ele está lendo –e tenha paciência para escutar, a resposta nunca é assim tão fácil.
Namore um cara que lê, ele vai entender um pouco melhor seu universo, porque já leu Simone, Clarice e –talvez não admita– sabe de memória uns trechos de Jane Austen. Seja você mesma, você mesmíssima, porque ele sabe que são as complicações, os poréns que fazem uma grande heroína. Um cara que lê enxerga em você todas as personagens de todos os romances.
Um cara que lê não tem pressa, sabe que as pessoas aprendem com os anos, que qualquer um dos grandes tem parágrafos ruins, que o Saramago começou já velho, que o Calvino melhorou a cada romance, que o Borges pode soar sem sentido e que os russos precisam de paciência.
Um namorado que lê gosta de muita coisa, mas, na dúvida, é fácil presenteá-lo: livro no aniversário, livro no Natal, livro na Páscoa. E livro no Dia das Crianças, por que não? Um cara que lê nunca abandonará uma pontinha de vontade de ser Mogli, o menino lobo.
E você também ganhará um ou outro livro de presente. No seu aniversário ou no Dia dos Namorados ou numa terça-feira qualquer. E já fique sabendo que o mais importante não é bem o livro, mas o que ele quis dizer quando escolheu justo esse. Um cara que lê não dá um livro por acaso. E escreve dedicatórias, sempre.
Entenda que ele precisa de um tempo sozinho, mas não é porque quer fugir de você. Invariavelmente, ele vai voltar –com o coração aquecido– para o seu lado.
Demonstre seu amor em palavras, palavras escritas, falas pausadas, discursos inflamados. Ou em silêncios cheios de significados; nem todo silêncio é vazio.
Ele vai se dedicar a transformar sua vida numa história. Deixará post-its com trechos de Tagore no espelho, mandará parágrafos de Saint-Exupéry por SMS. Você poderá, se chegar de mansinho, ouví-lo lendo Neruda baixinho no quarto ao lado. Quem sabe ele recite alguma coisa, meio envergonhado, nos dias especiais. Um cara que lê vai contar aos seus filhos a História Sem Fim e esconder a mão na manga do pijama para imitar o Capitão Gancho.
Namore um cara que lê porque você merece. Merece um cara que coloque na sua vida aquela beleza singela dos grandes poemas. Se quiser uma companhia superficial, uma coisinha só para quebrar o galho por enquanto, então talvez ele não seja o melhor. Mas se quiser aquela parte do “e eles viveram felizes para sempre”, namore um cara que lê.
Ou, melhor ainda, namore um cara que escreve.
Publicado originalmente em: http:// acepipesescritos.blogspot.c om/2011/07/ namore-um-cara-que-le.html
Namore um cara que se orgulha da biblioteca que tem, ao invés do carro, das roupas ou do penteado. Ele também tem essas coisas, mas sabe que não é isso que vai torná-lo interessante aos seus olhos. Namore um cara que tenha uma pilha de três ou quatro livros na cabeceira e que lembre do nome da professora que o ensinou as primeiras letras.
Encontre um cara que lê. Não é difícil descobrir: ele é aquele que tem a fala mansa e os olhos inquietos. Ele é aquele que pede, toda vez que vocês saem para passear, para entrar rapidinho na livraria, só para olhar um pouco. Sabe aquele que às vezes fica calado porque sabe que as palavras são importantes demais para serem desperdiçadas? Esse é o que lê.
Ele é o cara que não tem medo de se sentar sozinho num café, num bar, num restaurante. Mas, se você olhar bem, ele não está sozinho: tem sempre um livro por perto, nem que seja só no pensamento. O rosto pode ser sério, mas ele não morde, não. Sente-se na mesa ao lado, estique o olho para enxergar a capa, sorria de leve. É bem fácil saber sobre o quê conversar.
Diga algo sobre o Nobel do Vargas Llosa. Fale sobre sobre as novas traduções que andam saindo por aí. Cuidado: certos best-sellers são assunto proibido. Peça uma dica. Pergunte o que ele está lendo –e tenha paciência para escutar, a resposta nunca é assim tão fácil.
Namore um cara que lê, ele vai entender um pouco melhor seu universo, porque já leu Simone, Clarice e –talvez não admita– sabe de memória uns trechos de Jane Austen. Seja você mesma, você mesmíssima, porque ele sabe que são as complicações, os poréns que fazem uma grande heroína. Um cara que lê enxerga em você todas as personagens de todos os romances.
Um cara que lê não tem pressa, sabe que as pessoas aprendem com os anos, que qualquer um dos grandes tem parágrafos ruins, que o Saramago começou já velho, que o Calvino melhorou a cada romance, que o Borges pode soar sem sentido e que os russos precisam de paciência.
Um namorado que lê gosta de muita coisa, mas, na dúvida, é fácil presenteá-lo: livro no aniversário, livro no Natal, livro na Páscoa. E livro no Dia das Crianças, por que não? Um cara que lê nunca abandonará uma pontinha de vontade de ser Mogli, o menino lobo.
E você também ganhará um ou outro livro de presente. No seu aniversário ou no Dia dos Namorados ou numa terça-feira qualquer. E já fique sabendo que o mais importante não é bem o livro, mas o que ele quis dizer quando escolheu justo esse. Um cara que lê não dá um livro por acaso. E escreve dedicatórias, sempre.
Entenda que ele precisa de um tempo sozinho, mas não é porque quer fugir de você. Invariavelmente, ele vai voltar –com o coração aquecido– para o seu lado.
Demonstre seu amor em palavras, palavras escritas, falas pausadas, discursos inflamados. Ou em silêncios cheios de significados; nem todo silêncio é vazio.
Ele vai se dedicar a transformar sua vida numa história. Deixará post-its com trechos de Tagore no espelho, mandará parágrafos de Saint-Exupéry por SMS. Você poderá, se chegar de mansinho, ouví-lo lendo Neruda baixinho no quarto ao lado. Quem sabe ele recite alguma coisa, meio envergonhado, nos dias especiais. Um cara que lê vai contar aos seus filhos a História Sem Fim e esconder a mão na manga do pijama para imitar o Capitão Gancho.
Namore um cara que lê porque você merece. Merece um cara que coloque na sua vida aquela beleza singela dos grandes poemas. Se quiser uma companhia superficial, uma coisinha só para quebrar o galho por enquanto, então talvez ele não seja o melhor. Mas se quiser aquela parte do “e eles viveram felizes para sempre”, namore um cara que lê.
Ou, melhor ainda, namore um cara que escreve.
Publicado originalmente em: http://
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Sagrada Escritura dos Violeiros
Poema recitado por Zé Ramalho no DVD em que canta Raul Seixas:
"A defesa é natural;
Cada qual para o que nasce;
Cada qual com a sua classe;
Seus estilos de agradar.
Um nasce para trabalhar;
Outro nasce para brigar;
Outro vive de intrigar;
E outro de negociar.
Outro vive de enganar;
O mundo só presta assim;
É um bom, outro ruim;
E eu não tenho jeito para dar.
Para acabar de completar;
Quem tem o mel, dá o mel;
Quem tem o fel, dá o fel;
Quem nada tem, nada dá".
Mario Quintana
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
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