É engraçada a forma como surgem os textos, a expressão do pensamento individual que acaba muitas vezes tornando-se coletiva. Quando escrevi que “Toda mulher é um poema, embora nem toda mereça um”, não poderia imaginar a imensidade e intensidade dos comentários.
Sinceramente, faço coro com um meio-campista do Grêmio que sistematicamente é vaiado e criticado pela torcida – uma vaia a mais ou a menos, não me importa! Escutar e ler que a forma como escrevo ou o tema que comumente desenvolvo me transforma em um “galinha” soa tão estranho e destoante como afirmar que todos os autores que esmiuçaram sobre o regime da Alemanha no século passado são Nazi, que Dan Brown escreveu seus livros baseados em suas próprias experiências errantes e melhor ainda, que Júlio Verne perpetuou sua obra fictícia porque pôs no papel as viagens mais loucas a que se permitiu participar.
A verdade está bem escancarada em uma frase tão batida – se você não consegue entender um sorriso, explicações de nada adiantarão. Sou quem sou; com falhas, acertos, certezas e dúvidas, me permito ser tão imperfeito que soa como uma declaração de perfeição. Escrevo o que sinto e o que invento, o que desejo e descubro aquilo que escuto e presencio, um lenitivo e combustível para os dias explosivos, mas principalmente, continuo crendo; “Toda mulher é um poema, embora nem toda mereça um”.
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