Você não sai do pensamento,
tal tatuagem que não é apagada,
lembra a cada instante dos sonhos
e promessas veladas feitas
nas noites insones da eternidade...
Cada instante em que as indefinições se avolumam,
somadas as certezas dos fatos escancarados,
deixa transparecer que neste jogo
só há um perdedor, pois os jogadores em seus blefes
e artimanhas, mantem presos suas presas
A certeza de ter próximo alguém capaz
de suprir suas carências
como forma de bonificação
pela dedicação louca e sem fim...
Seja bem vindo, aqui compartilho um pouco de "minha Obra", meus pensamentos, os personagens reais e imaginários tomados de dúvidas, crônicas, poemas banais e a forma como enxergo o mundo.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
A Menina do Teto Solar III
A Menina do Teto Solar andou ausente,
imersa em um mundo distante,
impedindo minha entrada em seus ares,
deixou um rastro intenso de saudades,
que aplaca-se aos poucos,
a cada instante que me brinda com seu olhar.
A Menina, conserva beleza tão própria,
seus cachos cuidadosamente tratados,
reforçam a suavidade de sua face e
contrastam com o gestual que lhe acompanha.
Parece que a longa espera está proxima do fim,
A Menina já respira mais calmamente,
voltou a ter aquele jeito moleca que encanta,
embora faça um esforço para ser mulher madura,
balança as tranças nos rodopios da vida,
onde cada volta é um recomeço!
imersa em um mundo distante,
impedindo minha entrada em seus ares,
deixou um rastro intenso de saudades,
que aplaca-se aos poucos,
a cada instante que me brinda com seu olhar.
A Menina, conserva beleza tão própria,
seus cachos cuidadosamente tratados,
reforçam a suavidade de sua face e
contrastam com o gestual que lhe acompanha.
Parece que a longa espera está proxima do fim,
A Menina já respira mais calmamente,
voltou a ter aquele jeito moleca que encanta,
embora faça um esforço para ser mulher madura,
balança as tranças nos rodopios da vida,
onde cada volta é um recomeço!
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Poema em linha reta Fernando Pessoa (Álvaro de Campos)
este é do Mestre Fernando Pessoa!
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Vento contra é pra gente voar...
recebi este email de uma das inumeras pessoas a quem classifico como especiais... é pra dividir com todos!!!
Você já viu uma Pipa voar a favor do vento ?
Claro que não.
Frágil que seja, de papel de seda e taquara, nenhuma se dá ao exercício fácil de voar, levada suavemente pelas mãos de alguma corrente.
Nunca.
Elas metem a cara.
Vão em frente.
Têm dessa vaidade de abrir mão de brisa e preferir a tempestade.
Como se crescer e subir fosse descobrir em cada vento contrário uma oportunidade.
Como se viver e brilhar fosse ter a sabedoria de ver uma lição em cada dificuldade.
No fundo, no fundo, todo mundo deveria aprender na escola a empinar pipas, pandorgas ou raias.
Para entender desde cedo, que Deus só lhes dá um céu imenso porque elas têm condições de o alcançar.
Assim como nos dá sonhos, projetos e desejos, quando possuímos os meios de os realizar.
De tempos em tempos, voltaríamos às salas de aula das tardes claras só para vê-las, feito bandeiras, salpicando o azul.
Assim compreenderíamos, de uma vez por todas, que pipas são como pessoas e empresas bem sucedidas: usam a adversidade para subir às alturas.
Você já viu uma Pipa voar a favor do vento ?
Claro que não.
Frágil que seja, de papel de seda e taquara, nenhuma se dá ao exercício fácil de voar, levada suavemente pelas mãos de alguma corrente.
Nunca.
Elas metem a cara.
Vão em frente.
Têm dessa vaidade de abrir mão de brisa e preferir a tempestade.
Como se crescer e subir fosse descobrir em cada vento contrário uma oportunidade.
Como se viver e brilhar fosse ter a sabedoria de ver uma lição em cada dificuldade.
No fundo, no fundo, todo mundo deveria aprender na escola a empinar pipas, pandorgas ou raias.
Para entender desde cedo, que Deus só lhes dá um céu imenso porque elas têm condições de o alcançar.
Assim como nos dá sonhos, projetos e desejos, quando possuímos os meios de os realizar.
De tempos em tempos, voltaríamos às salas de aula das tardes claras só para vê-las, feito bandeiras, salpicando o azul.
Assim compreenderíamos, de uma vez por todas, que pipas são como pessoas e empresas bem sucedidas: usam a adversidade para subir às alturas.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Tua Lua
A Lua encanta, aprisiona o olhar,
exercendo magnetismo e encantamento próprio
encontrado apenas na alcova dos amantes.
Nestes insistentes flertes onde o tempo não existe,
a solução para honrar o muito que ela concedeu,
é entregar de boa vontade as defesas da cidadela,
aguardando que a invasão do desconhecido,
tome conta de você!
exercendo magnetismo e encantamento próprio
encontrado apenas na alcova dos amantes.
Nestes insistentes flertes onde o tempo não existe,
a solução para honrar o muito que ela concedeu,
é entregar de boa vontade as defesas da cidadela,
aguardando que a invasão do desconhecido,
tome conta de você!
???
Você que não presta atenção,
nem sabe para onde ir,
repare na inquietação,
dos saberes sem definição.
Ao deparar-se com respostas impossíveis
volte ao princípio e refaça o questionamento.
nem sabe para onde ir,
repare na inquietação,
dos saberes sem definição.
Ao deparar-se com respostas impossíveis
volte ao princípio e refaça o questionamento.
Andarilho
Eu viajante do tempo, possuo tanta vontade de escrever sobre as belas imagens que meus olhos registraram; é tanto desejo, uma certeza de ter presenciado os mais inacreditáveis milagres, que eu, antes tão falante, me perco na incerteza de quais palavras utilizar; por onde devo começar e ainda assim se haverá interesse nas recordações de um velho andarilho.
Senhas
Palavras perdidas, não são senhas para segunda chance.
Enquanto dia após dia,sem exceção, todos te esperaram,
e ao decidir-se pelo silêncio,
esta atitude de evasão deixou teu adeus,
assinado pela imaturidade própria de teu ser!
Enquanto dia após dia,sem exceção, todos te esperaram,
e ao decidir-se pelo silêncio,
esta atitude de evasão deixou teu adeus,
assinado pela imaturidade própria de teu ser!
Você sabe onde encontrar as setas do desconhecido
Em rotação e translação,
percorre a noite,
mostra apenas uma face;
infinitamente idêntica,
como fora no princípio e agora ao fim.
percorre a noite,
mostra apenas uma face;
infinitamente idêntica,
como fora no princípio e agora ao fim.
Canto Menor - IV
Vivi a ânsia de amores impossíveis,
no cortante desencontro dos corações unidos,
permanecerei sonhando com as proibições,
e sendo assim, este amor que tanto acalentei,
transformou-se em fulgas lembrança,
e deixa claro a temeridade dela!
Frágil, a nada sobreviveu e sem testá-lo
parece ser apenas uma enrolação,
um truque dos deuses menores;
tão sedentos por testemunhos da derrota
daqueles que verdadeiramente amaram!
no cortante desencontro dos corações unidos,
permanecerei sonhando com as proibições,
e sendo assim, este amor que tanto acalentei,
transformou-se em fulgas lembrança,
e deixa claro a temeridade dela!
Frágil, a nada sobreviveu e sem testá-lo
parece ser apenas uma enrolação,
um truque dos deuses menores;
tão sedentos por testemunhos da derrota
daqueles que verdadeiramente amaram!
Mais um...
As aparências não enganam, nos enganamos com elas! Isto me lembra a urgência de uma menina, tão afoita em descobrir as respostas para os seus inúmeros questionamentos.
Perguntava-se porque é mais fácil fingir do que amar! Mas o que são nossos dias, além de uma necessidade desesperadora de sobreviver, usando de todos os recursos que estão disponíveis e escancarados em nosso redor?
Sendo assim, buscando sem a utilização de filtros, vamos descobrindo e trazendo para bem próximo, pessoas que não são tão merecedoras desta oportunidade. Por isso temos a constante impressão que somos enganados, mas não, nossa exigência de querermos pessoas do mesmo calibre que o nosso faz com que tenhamos esta ilusão...
Ao analisar de forma bem madura e realista, o azar é deles, que não sabem honrar o prêmio que ofertamos. Deixar-se conhecer por quem quer que seja (apesar de não soar bonito - é verdadeiro), é uma prova incontestável de boa vontade e de confiança. Ninguem abre sua vida, suas sensações e seus sentimentos a toa, é sempre uma consequencia maior, que alguns classificam como amizade; outros como carinho e um pequeno grupo o conhece como amor!
Perguntava-se porque é mais fácil fingir do que amar! Mas o que são nossos dias, além de uma necessidade desesperadora de sobreviver, usando de todos os recursos que estão disponíveis e escancarados em nosso redor?
Sendo assim, buscando sem a utilização de filtros, vamos descobrindo e trazendo para bem próximo, pessoas que não são tão merecedoras desta oportunidade. Por isso temos a constante impressão que somos enganados, mas não, nossa exigência de querermos pessoas do mesmo calibre que o nosso faz com que tenhamos esta ilusão...
Ao analisar de forma bem madura e realista, o azar é deles, que não sabem honrar o prêmio que ofertamos. Deixar-se conhecer por quem quer que seja (apesar de não soar bonito - é verdadeiro), é uma prova incontestável de boa vontade e de confiança. Ninguem abre sua vida, suas sensações e seus sentimentos a toa, é sempre uma consequencia maior, que alguns classificam como amizade; outros como carinho e um pequeno grupo o conhece como amor!
domingo, 14 de novembro de 2010
A Morte Não é Nada
Este texto é creditado a ao bispo de Hiponia, também conhecido como Santo Agostinho, o maior filósofo da História da religião Católica, e por tratar de um tema considerado tabu por tantos, resolvi posta-lo.
"A morte não é nada.
Eu somente passei para o outro lado do Caminho.
Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês, eu continuarei sendo.
Me dêem o nome que vocês sempre me deram,
falem comigo como vocês sempre fizeram.
Vocês continuam vivendo no mundo das criaturas,
eu estou vivendo no mundo do Criador.
Não utilizem um tom solene ou triste,
continuem a rir daquilo que nos fazia rir juntos.
Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.
Que meu nome seja pronunciado como
sempre foi, sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra ou tristeza.
A vida significa tudo o que ela sempre significou,
o fio não foi cortado.
Porque eu estaria fora de seus pensamentos,
agora que estou apenas fora de suas visitas?
Eu não estou longe, apenas estou
do outro lado do Caminho...
Você que ai ficou, siga em frente,
A vida continua linda e bela como sempre foi"
"A morte não é nada.
Eu somente passei para o outro lado do Caminho.
Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês, eu continuarei sendo.
Me dêem o nome que vocês sempre me deram,
falem comigo como vocês sempre fizeram.
Vocês continuam vivendo no mundo das criaturas,
eu estou vivendo no mundo do Criador.
Não utilizem um tom solene ou triste,
continuem a rir daquilo que nos fazia rir juntos.
Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.
Que meu nome seja pronunciado como
sempre foi, sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra ou tristeza.
A vida significa tudo o que ela sempre significou,
o fio não foi cortado.
Porque eu estaria fora de seus pensamentos,
agora que estou apenas fora de suas visitas?
Eu não estou longe, apenas estou
do outro lado do Caminho...
Você que ai ficou, siga em frente,
A vida continua linda e bela como sempre foi"
Who Am I?
Ser e não fazer é o mesmo que saber e não crer!
Meu lugar está reservado novamente há milhas daqui.
Realmente passam-se os anos e a eternidade não apavora,
Mostra sua face limpa, no convite extremado
Em escutar as mudanças anunciadas.
Os corações antes descompassados,
Aproximam-se a sinfonias inacabadas, que aguardam o maestro tolo.
Aonde se vá os questionamentos estampam os muros,
Paredes sem ornamentos, testemunhos mudos do ontem,
Frias definições dos sonhos sensoriais,
Escorrendo por entre meus dedos as amarras do destino.
Meu lugar está reservado novamente há milhas daqui.
Realmente passam-se os anos e a eternidade não apavora,
Mostra sua face limpa, no convite extremado
Em escutar as mudanças anunciadas.
Os corações antes descompassados,
Aproximam-se a sinfonias inacabadas, que aguardam o maestro tolo.
Aonde se vá os questionamentos estampam os muros,
Paredes sem ornamentos, testemunhos mudos do ontem,
Frias definições dos sonhos sensoriais,
Escorrendo por entre meus dedos as amarras do destino.
Se foi
Tão tarde que não permite volta. Minha decisão está tomada. Iremos seguir este caminho para sempre!
Independente da tua necessidade de paz ou de amor, nas noites que tiveres a impressão de vivermos como antes, lembra dos mares revoltos atravessados e diga com toda a força constante em teu seio, peça para o tempo parar, não existem chaves na porta e o dom da premonição é uma das virtudes inexistentes em teu ser!
Independente da tua necessidade de paz ou de amor, nas noites que tiveres a impressão de vivermos como antes, lembra dos mares revoltos atravessados e diga com toda a força constante em teu seio, peça para o tempo parar, não existem chaves na porta e o dom da premonição é uma das virtudes inexistentes em teu ser!
Vento... Ventania... Tempestade
Já pensei diversas vezes nas opções que desperdicei ao não levar a sério os sinais mostrados durante o caminho; nas pedras chutadas, encaminhadas para locais distantes de meus pés.
A oportunidade de reflexão, lembrar o quanto, independente dos acordes do violão, a vida não é composta sempre com as melhores melodias; muitas vezes há necessidade do som metalizado dos pratos ou o abafamento dos tambores, refinados junto ao sopro de flautas.
São medidas sem fim, encontrado em cada perímetro, o modelo exato da plenitude cega e estática que permite sermos exatamente quem desejamos.
A oportunidade de reflexão, lembrar o quanto, independente dos acordes do violão, a vida não é composta sempre com as melhores melodias; muitas vezes há necessidade do som metalizado dos pratos ou o abafamento dos tambores, refinados junto ao sopro de flautas.
São medidas sem fim, encontrado em cada perímetro, o modelo exato da plenitude cega e estática que permite sermos exatamente quem desejamos.
Direito de Viver
Fica estabelecido através de Decreto Lei que todo humano terá o direito a viver! Não o que vulgarmente se classifica como tal, mas sim o conjunto único de experiências inesquecíveis, momento que lhe tiraram o fôlego pelos incontáveis segundos da existência.
Junto, será permitido sonhar os sonhos mais loucos, delirar de paixão e rir descontroladamente ao se deparar com piadas infames e toscas, sem o risco de profundos e intensos julgamentos dos seus iguais.
Será permitido a todo humano, sentar-se na soleira de casa e sorver da beleza das tardes de primavera conjuntamente com a tangerina que lhe perfuma as mãos. Será obrigatório a partir de então, apresentar a carteira de identificação humana, que é encontrada na forma de sorrisos e lágrimas aquecidos nos corações saltitantes e repletos de esperança.
Junto, será permitido sonhar os sonhos mais loucos, delirar de paixão e rir descontroladamente ao se deparar com piadas infames e toscas, sem o risco de profundos e intensos julgamentos dos seus iguais.
Será permitido a todo humano, sentar-se na soleira de casa e sorver da beleza das tardes de primavera conjuntamente com a tangerina que lhe perfuma as mãos. Será obrigatório a partir de então, apresentar a carteira de identificação humana, que é encontrada na forma de sorrisos e lágrimas aquecidos nos corações saltitantes e repletos de esperança.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Volta e meia
Que posso tentar dizer numa manha como esta, em que os raios do sol tentam de forma desesperada, derreter a camada de gelo que cobre minha alma tão indomável, insistente em buscar nos teus olhos castanhos a fonte que me conceda a realização dos meus mais loucos desejos, sonhos inconfessáveis, profetizados entre as estações do interior, ponto de encontro de minha historia com a tua?
se acaso ousar falar algo, teria que valer mais que ouro, uma vez que o silencio, em dias como estes, onde não se ve no horizonte nada alem do que o anil, parecem telas pintadas em momentos de contemplação das almas puras e juvenis perdidas nos mares da existencia
sem poder chegar a uma conclusão obvia, que alivie o fardo que se carrega, elucidando as divagações surgidas durante a noite e extinguindo de uma vez por todas a imensa saudade que em meu peito tem guarida!
se acaso ousar falar algo, teria que valer mais que ouro, uma vez que o silencio, em dias como estes, onde não se ve no horizonte nada alem do que o anil, parecem telas pintadas em momentos de contemplação das almas puras e juvenis perdidas nos mares da existencia
sem poder chegar a uma conclusão obvia, que alivie o fardo que se carrega, elucidando as divagações surgidas durante a noite e extinguindo de uma vez por todas a imensa saudade que em meu peito tem guarida!
Indagação...
Eis que a pequena, tão triste e desiludida, tecia em alta voz seus mais íntimos pensamentos: "ideal seria que todas as pessoas soubessem amar da mesma forma como sabem fingir".
Ah menina...se todos soubessem amar, que graça haveria de ser encontrada na sensação constante das indefinições e nas vontades que se perdem entre os instantes de razão extrema e insanidade perene? O amor apresenta-se de tantas formas que são poucos os que realmente conseguem vive-lo em plenitude; tirando dele todo o combustivel para continuar sonhando, assim, aos nossos olhos parece ser mais facil fingir que amar....
Ah menina...se todos soubessem amar, que graça haveria de ser encontrada na sensação constante das indefinições e nas vontades que se perdem entre os instantes de razão extrema e insanidade perene? O amor apresenta-se de tantas formas que são poucos os que realmente conseguem vive-lo em plenitude; tirando dele todo o combustivel para continuar sonhando, assim, aos nossos olhos parece ser mais facil fingir que amar....
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Oriundo das Ferias
Existia algo a lhe importunar o pensamento, o livro de ilusões não possuía mais as páginas encardidas pintadas com tinta tão fraca que mal se podiam distinguir os tipos impressos. As letras embaralhadas lembravam cartas repousadas nas mesas de crupiês bem treinados. Olhava com suas esmeraldas para o telefone repousado na cama; sabia sim a procedência de sua inquietude. Não saia do quarto a dois dias, mantendo-se em profunda e comovente vigília; a esperança de escutar a campainha do aparelho soar parecia ser a última tábua disponível naqueles árduos tempos. Por mais que tentasse desviar sua atenção, o fato mostrava-se inegável, vivia uma época de tortura comparável a da Santa inquisição.
Almejava apenas escutar um alô desinteressado em suas manhãs de segunda. Fazia-lhe tanta falta um entendimento pleno das intenções dele. Chorava de saudade como de vergonha. Aquele amor que ela conduzira como precioso estandarte havia reduzido-se a pó; uma pequena e quase imperceptível lembrança trazia os momentos plenos e jaziam todos os desacertos. Mesmo insistindo, eles assemelhavam-se a mentiras espalhadas pelo vento. Desejava apenas um pouco de atenção. Queria sentir uma força a lhe impulsionar, esquecer que um dia seu coração fora solo fértil, servira de abrigo a quem nunca o merecera.
Tomou coragem; sentou-se, olhando friamente para o espelho não reconhecia seu reflexo, sua essência desaparecera. Apaixonada por línguas gritou: enought, è finito! Enxugou suas lágrimas. Respirou fundo e antes de tomar qualquer decisão, cerrou as pálpebras, lembrava das palavras ecoadas em seu pensamento: “encontrarás alguém que te ame com uma plenitude única, ele será capaz de transformar teus mais nublosos dias em tardes de primavera, te levará aos céus com um simples toque de lábios e assim, serás livre dessa criminosa paixão”.
Forçou o cenho, uma careta se fez notar; porque ao tentar trazê-lo para o papel deste homem, percebeu o quanto a resposta de suas inquietantes indagações estava a sua frente. Ele não se enquadrava mais naquele cenário; era um fantasma a atormentar sua existência, chegara o momento do exorcismo. Não podia mais recusar! Abriu os olhos e finalmente saiu do quarto, caminhou apressada pelo corredor ganhando o jardim. A pulsação traduzia o estado de seu coração, e tal ano atrás, encarou aquele paciente conquistador e sem perder tempo o flecha com seu sonho real: “onde você estava? Há um mundo inteiro para descobrirmos!”
Almejava apenas escutar um alô desinteressado em suas manhãs de segunda. Fazia-lhe tanta falta um entendimento pleno das intenções dele. Chorava de saudade como de vergonha. Aquele amor que ela conduzira como precioso estandarte havia reduzido-se a pó; uma pequena e quase imperceptível lembrança trazia os momentos plenos e jaziam todos os desacertos. Mesmo insistindo, eles assemelhavam-se a mentiras espalhadas pelo vento. Desejava apenas um pouco de atenção. Queria sentir uma força a lhe impulsionar, esquecer que um dia seu coração fora solo fértil, servira de abrigo a quem nunca o merecera.
Tomou coragem; sentou-se, olhando friamente para o espelho não reconhecia seu reflexo, sua essência desaparecera. Apaixonada por línguas gritou: enought, è finito! Enxugou suas lágrimas. Respirou fundo e antes de tomar qualquer decisão, cerrou as pálpebras, lembrava das palavras ecoadas em seu pensamento: “encontrarás alguém que te ame com uma plenitude única, ele será capaz de transformar teus mais nublosos dias em tardes de primavera, te levará aos céus com um simples toque de lábios e assim, serás livre dessa criminosa paixão”.
Forçou o cenho, uma careta se fez notar; porque ao tentar trazê-lo para o papel deste homem, percebeu o quanto a resposta de suas inquietantes indagações estava a sua frente. Ele não se enquadrava mais naquele cenário; era um fantasma a atormentar sua existência, chegara o momento do exorcismo. Não podia mais recusar! Abriu os olhos e finalmente saiu do quarto, caminhou apressada pelo corredor ganhando o jardim. A pulsação traduzia o estado de seu coração, e tal ano atrás, encarou aquele paciente conquistador e sem perder tempo o flecha com seu sonho real: “onde você estava? Há um mundo inteiro para descobrirmos!”
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