sábado, 25 de julho de 2009

As tentações do mundo...

Vou começar a acreditar na ausencia do pecado, não farei mais planos,
viver na ausencia do viver, me alimentar do sopro que ha no ar,
não mais correr atrás do que julgo ser certo,
a correção nada mais é que perda de tempo,
freio inegável que não desejo mais usar...

Mas nada há de beleza na tristeza e nas argruras desse meu tão lento caminhar,
dirão os entendidos que são aspectos captados em uma fase que se atravessa.
Mas que fase de tormentos é essa que perdura a eternidade,
rompendo os fios que ligam meu coração aos sonhos e desejos?

Como falar de profundeza, se vivemos no raso,
impedindo nosso crescimento face as dificuldades em nadar em águas mais revoltas e velozes? Talvez, por tanto buscar respostas para nossos porques,
vivamos uma vida cheia de temperaturas mornas,
sem queimarmos na água gélida e nem refrescarmo-nos na escaldante mistura...

Se ao refletir tudo isso, ainda tenho condições de envergonhar-me,
eureka, está ai a minha capacidade de não aceitação,
a minha capacidade de dizer basta,
da não conformidade com a vida tão pouco honrada que vivo,
e se assim posso sentir, está na hora de tudo terminar e uma nova história começar a contar!

Conto porque falta-me voz para cantar,
escrevo pois me falta boca pra falar,
ouço pois me falta vontade de proferir os pensamentos que avolumam-se em mim.

Tal qual medicamento que não faz efeito,
sentar a beira do caminho e lamuriar de nada irá adiantar,
os tormentos serão os mesmos, o peso identico,
as frustrações e todos os fantasmas a minha volta continuarão a zombar!

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