Acordei estranho, se é possível um despertar destes.
Tomado pela indecisão ou com pensamentos desencontrados,
que desejam muito mais do que preciso, com aquela
eterna sensação de descontentamento.
Talvez seja necessário retirar a máscara,
deixas os subterfúgios de lado,
dizer realmente o que se pensa e deseja.
Falas que as amizades são profícuas,
mas que muitas vezes se quer mais que isto.
Dizer que a cada dia se sufoca no peito,
soterrado pelos pensamentos o "se".
Agora, digo que desejo repousar,
meus lábios em outras bocas, o que seria eu?
Um calhorda incorrigível ou um safado justificável,
que quer sentir a paixão e a aventura em vida?
Acordar, dormir, dormitar, reacordar, lembrar,
que daqui nada levarei, apenas as experiências
desta honra deslavada e vadia, em que aquelas
palavras de Pessoa fazem sentido,
O poeta finge tanto,
que finge ser verdadeira,
a dor que finge ter.
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