Máscaras! Pensei em como iniciar esse post; digitei umas dez vezes seu início e em cada uma delas encontrei alguma imperfeição, algumas meloso demais, enfeitado, suave, quando ele é uma constatação encontrada em uma tarde de outono.
Apenas não consigo continuar, porque a repulsa que senti foi responsável por matar a admiração e o respeito que trazia em mim. O que adianta - me peguei a perguntar - ela ser tão dócil e amável para os outros, se na verdade, reside beleza somente em sua face?
Sim, máscaras servem exatamente para isto; guardar a identidade e deixar na sombra e na escuridão os traços imperfeitos, a metade de maldade, um tanto de insanidade, um punhado de irrealidade em um átimo de sinceridade.
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