Fiquei em dúvida sobre o que deveria escrever hoje. Não que haja uma obrigação ou necessidade patológica para colocar no papel minhas idéias, mas, sempre é bom deixar a mente treinada e preparada. Minha resposta para tão atroz dúvida foi respondida em um daqueles bate-papos informais com uma pequena amiga, de inteligência gigantesca e uma capacidade de questionamentos infindável! Falávamos sobre o mercado de emprego, melhormente sobre a faculdade incrível que alguns profissionais possuem de tolher a capacidade criativa de seus colegas. Não gosto de usar o termo funcionários, por entender que dentro de uma organização, somos todos contratados e empregados em maior ou menor nível hierárquico.
E nesta troca intensa de impressões, julgamentos e ponderações, fomos traçando escrevendo em nossas mentes, tratados sobre a questão. Percebi o quanto presenciamos nos corredores das empresas o afastamento com o comprometimento junto ao colega. O medo da tão divulgada “sombra” é uma potente inibidora do trabalho em conjunto ao permitir que determinados colaborados, também conhecidos como chefes coloquem travas em seus iguais. O temor de ser notado como disponível e principalmente dispensável transforma em criaturas distantes aqueles antes tão acessíveis. Traçando um paralelo, é como se eles tivessem sob sua guarda o mapa do mais cobiçado tesouro, guardam, omitem e deturpam informações. A frase de um grande gestor que tive é bem elucidativa neste quesito, em tom jocoso ele sempre afirmava: “Ser chefe é a arte de tornar-se desnecessário, mas não tão desnecessário assim”.
Por outro lado, percebemos que esta atitude causa um efeito devastador. Gera uma gama imensa de colaboradores que se sentem incapazes, dependentes totais, não de orientação, mas de comando. Precisam ser ordenados para que atendam um telefone, para digitarem um email, perdem o que a administração de recursos humanos convenciona chamar pró-atividade. Ficam imaginando o quão terrível deve ser a vida fora de sua célula de conforto chamada departamento, pensam em não sobreviver na selva concorrida do mercado de trabalho sem o “pessoal do setor”. É um medo natural que toma conta de seus poros e pensamentos, é devastador!
Minha amiga, aquela que foi responsável por estes pensamentos, citou o caso de um profissional extremamente capacitado, que caiu na armadilha mental de seu chefe. Oportunidades encilhadas foram desperdiçadas, numa esperança que ele fosse alçado sem esforço para degraus mais altos da organização. Não critico, mas creio e sempre ajo desta forma; sem sacrifício não há recompensa. É preciso suar, fazer por merecer, correr atrás, vencer por seus próprios méritos. Agora você pode se perguntar e o que fazer se onde trabalho existem chefetes como estes e as pessoas são alçadas apenas pelo Q.I?
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