quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

É chegada a Hora!

Fiquei em dúvida sobre o que deveria escrever hoje. Não que haja uma obrigação ou necessidade patológica para colocar no papel minhas idéias, mas, sempre é bom deixar a mente treinada e preparada. Minha resposta para tão atroz dúvida foi respondida em um daqueles bate-papos informais com uma pequena amiga, de inteligência gigantesca e uma capacidade de questionamentos infindável! Falávamos sobre o mercado de emprego, melhormente sobre a faculdade incrível que alguns profissionais possuem de tolher a capacidade criativa de seus colegas. Não gosto de usar o termo funcionários, por entender que dentro de uma organização, somos todos contratados e empregados em maior ou menor nível hierárquico.

E nesta troca intensa de impressões, julgamentos e ponderações, fomos traçando escrevendo em nossas mentes, tratados sobre a questão. Percebi o quanto presenciamos nos corredores das empresas o afastamento com o comprometimento junto ao colega. O medo da tão divulgada “sombra” é uma potente inibidora do trabalho em conjunto ao permitir que determinados colaborados, também conhecidos como chefes coloquem travas em seus iguais. O temor de ser notado como disponível e principalmente dispensável transforma em criaturas distantes aqueles antes tão acessíveis. Traçando um paralelo, é como se eles tivessem sob sua guarda o mapa do mais cobiçado tesouro, guardam, omitem e deturpam informações. A frase de um grande gestor que tive é bem elucidativa neste quesito, em tom jocoso ele sempre afirmava: “Ser chefe é a arte de tornar-se desnecessário, mas não tão desnecessário assim”.

Por outro lado, percebemos que esta atitude causa um efeito devastador. Gera uma gama imensa de colaboradores que se sentem incapazes, dependentes totais, não de orientação, mas de comando. Precisam ser ordenados para que atendam um telefone, para digitarem um email, perdem o que a administração de recursos humanos convenciona chamar pró-atividade. Ficam imaginando o quão terrível deve ser a vida fora de sua célula de conforto chamada departamento, pensam em não sobreviver na selva concorrida do mercado de trabalho sem o “pessoal do setor”. É um medo natural que toma conta de seus poros e pensamentos, é devastador!

Minha amiga, aquela que foi responsável por estes pensamentos, citou o caso de um profissional extremamente capacitado, que caiu na armadilha mental de seu chefe. Oportunidades encilhadas foram desperdiçadas, numa esperança que ele fosse alçado sem esforço para degraus mais altos da organização. Não critico, mas creio e sempre ajo desta forma; sem sacrifício não há recompensa. É preciso suar, fazer por merecer, correr atrás, vencer por seus próprios méritos. Agora você pode se perguntar e o que fazer se onde trabalho existem chefetes como estes e as pessoas são alçadas apenas pelo Q.I?

Aconselho a olharem para o lado, existe vida sem o “pessoal do setor”, e se a organização valoriza apenas esta prática e você possui caráter e deseja vencer na vida, é chegada à hora de constatar que ela não serve mais para você. Siga o caminho do sucesso sem olhar para trás e quando alcançar degraus mais elevados lembre-se de qual foi o percurso até ele, e auxilie teus colegas a caminharem de forma mais tranqüila, porque nossa grande missão é, antes de sermos influenciados, influenciarmos!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Minha noite com Anne!

Passei a noite com outra mulher. Ela chama-se Anne Hathaway! Sim, é verdade, mas antes que seja classificado como louco, explicarei melhor minha afirmação. Para quem não a conhece, informo que protagonizou alguns filmes sem graça no inicio de carreira, estilo da tradicional Sessão da Tarde e outros que obtiveram uma notoriedade maior. Entre seus principais personagens destaco a esposa de um dos cowboys durões de Brokeback Montain, a Rainha Branca em Alice no País das Maravilhas, uma secretária que complementava sua renda fazendo bicos como atendente de disque-sexo em Idas e Vindas do Amor, além é claro do filme o Diabo veste Prada, onde desempenhou o papel de secretária da editora-chefe-megera-egocentrica da mais importante revista de moda do mundo. Foi com esta Anne que passei a noite. Compreendido?
Especialmente neste filme, os olhos amendoados de Anne exercem um magnetismo extrapolador para os que acompanham a estória da película. Ela inicia o filme como uma mulher com a vaidade beirando a inexistência, não se importando muito com a combinação perfeita de cores e estilos, cabelos desgrenhados, rosto lavado, enfim, características que para o mundo da moda é um pecado mortal. Preocupa-se em estar presente com amigos, divide seus sonhos, corre atrás dos objetivos traçados, empenha-se em estar junto ao namorado, possui riso fácil, olhos brilhantes, ou seja, uma mulher de verdade, daquelas que você encontra em um bar e aposta as fichas para conhecê-la, porque sabe que realmente vale à pena.
Na medida em que a exigente e possessiva chefe lhe pressiona uma metamorfose toma conta de sua vida; as ligações profissionais tornam-se constantes, sem hora para ocorrer e com as mais estapafúrdias tarefas. Consequentemente ela passa a vestir-se e se produzir conforme o meio profissional. Respira e fala somente
sobre o trabalho, as tendências da moda, estilistas famosos e suas produções. Tudo acaba tornando-se supérfluo, falta ao aniversário do namorado por causa de um compromisso profissional, explode com os amigos, perde a medida. Em determinado momento ao realizar um “DR” escuta enquanto o celular toca desesperadamente que, geralmente se atende às ligações de alguém com quem se tem uma relação. Queixa infundada do rapaz, dirão as feministas mais radicais, outras entenderão perfeitamente suas reclamações. No final do filme ela consegue perceber que as constantes desculpas pautadas pela surrada frase “eu não tive escolha” a estava empurrando para um caminho sem volta. Com coragem e força, modificou aquele quadro desfavorável e se redescobriu.Tudo isso para dizer realmente o que? Que esta Anne chorando prantos sentidos enquanto percebia que ia perdendo seus maiores tesouros, demonstrou com uma sensibilidade impar todas as pressões e transformações pelas quais as mulheres estão sujeitas. A vida é feita de escolhas, certas ou erradas elas dizem respeito a cada um, e, sim, sempre há condições de se escolher, existe um rápido instante em que se pode decidir, discernir entre o certo e o errado, parar ou continuar.
O que vejo tantas vezes, são mulheres que se esquecem do que verdadeiramente são feitas, deixando de lado sua essência, vendendo não o corpo mas a alma em nome da ascensão profissional, abdicando dos bons e verdadeiros prazeres da vida, jogando pela janela o que lhes é mais precioso: a capacidade de sorrir, da leveza, não acreditando na sua capacidade de renovação. Não deixam nascer a Fênix que aguarda latente para voar.
Tornou-se assunto já tão batido em meus textos a importância da produção feminina, a impressão causada por um bom perfume, roupas que lhe favoreçam, sapatos adequados entre outros detalhes não menos significantes, tudo traz um bem ime
nsurável ao ego feminino, mas não há, porque cruzar a fronteira para o estado de futilidade, do vazio eterno para o qual algumas se exilam em nome da carreira.
Passar as noites com outra mulher, às vezes é extremamente benéfico, porque esse tempo com Anne foi uma das melhores experiências que tive!
Ela apresentou-me com maestria todas as mulheres que conhecemos e
com seus olhos amendoados e sorriso mágico, reforçou a certeza de que sou agraciado po
r ter ao meu lado uma mulher que consegue encontrar o equilíbrio entre a profissão e a vida pessoal. Alguém que com certeza já teve seus momentos de desencontro, mas que soube dimensionar a importância de
cada conquista e reencontrou o caminho a percorrer, num ritmo
que lhe é positivo.
Essa moça americana que fará 29 anos passa uma mensagem bem clara no filme, e se você também conseguiu percebê-la, seja uma mulher de verdade, retome as rédeas de sua vida, não perca o que de mais belo existe, as tuas imperfeições, as dúvidas e temores, estes os quais muitas vezes lutas desesperadamente para extinguir, porque são eles que te fazem única e sendo assim, rara!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Brincos

Os brincos são mais que simples ornamentos. São uma extensão feminina, espécie de raio-x da alma, um laudo do estado de espírito. É inegável a preocupação das mulheres com sua aparência; alguns afirmam que elas se produzem não para agradar seus pares, mas sim para afrontarem e mostrar mais sexy-appeal que suas iguais.
Particularmente, acredito que a verdade é encontrada no meio-termo desta teoria. Geralmente o equilíbrio é benéfico em todos os momentos e situações. Apesar delas muitas vezes não confessarem, a grande revelação é que elas se produzem ou pelo menos deveriam fazê-lo para sentirem-se belas, desejadas, poderosas como classificariam algumas alas mais radicais da humanidade.
Percebe-se o quanto o brinco é a extensão de seu corpo enfeitiçador, ao estar presente invariavelmente da manhã à noite, independente do local ou da razão. Quando da época escolar até a faculdade são identificados plenamente como a feminilidade sendo despertada, nas reuniões profissionais apresentam-se como símbolo de status; na academia completam a imagem desenhada com os cabelos presos e rosto suado; nos encontros aguardados com ansiedade comprovam o quanto a produção foi planejada a ponto de existir total harmonia entre ele e a lingerie.
Sim caro amigo, se você já esteve frente a uma mulher ornada com belos brincos argolados ou com os mais delicados e discretos e não conseguiu desviar seu olhar do magnetismo imanado deles, presenciastes a beleza em toda sua plenitude. Agora, se, além disto, fizestes amor com essa fêmea que se despiu de tudo menos deles, parabéns!
Por quê? Ela entregou-se de corpo, alma e extensão a você!