A vitória do gaúcho Marcelo Dourado na décima edição do BBB possui um significado "Épico". Não faço coro aos fãs enlouquecidos do novo ídolo do País, mas não há como fechar os olhos ao fenômeno "Dourado" e constatar de forma exagerada e/ou irônica que fomos agraciados em pleno horário nobre na tv paga e aberta, com a possibilidade única de presenciar o nascimento de um messias, de um libertador, aquela estirpe de caudilho que o Pampa está acostumado a ver surgir de suas entranhas. Nossa vida se divide em A.D e D.D, antes de Dourado e depois de Dourado. Agora, todos os homens reconquistaram o direito de ser o que realmente são em sua essência plena: Homens.
O lutador ao flatular na sala de cada brasileiro (não quis usar "peidar" seria Dourado demais), arrotar, escarrar, falar o que lhe vinha a cabeça, chorar por estar sentindo-se descriminado e isolado, além de toda terça-feira no paredão gritar "carvalho" nos devolveu o direito a viver o politicamente incorreto, abriu as portas da prisão da hipocrisia em que fomos obrigados a viver.
Não entrarei no mérito se a vitória no jogo foi justa ou não, mas a transformação do lutador perdedor em novo milionário, tal Rock Balboa, cérebre personagem do folclórico Silvester Stallone, que começava apanhando sempre em suas lutas para no final dar a volta por cima, fez perceber que tanto o telespectador/povo e a midia já andavam enjoados dos mocinhos imaculados, aqueles que existem apenas nos comerciais de refrigerante.
É isso ai, honra para conduzir as tradições, paz para discernir a hora de revoltar-se, força para seguir em frente e inteligência para derrubar todas as máscaras e preconceitos.
Viva o politicamente incorreto, um viva a todos nós!
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