O silêncio já não satisfaz,
necessita dos gritos da noite,
a lembrar do que somos feitos,
é preciso pegar a areia do chão,
correr para atira-la nos quartos da casa.
Terriveis portais abrem-se
lembrando nas mentes desavisadas,
os miseráveis incapazes de sonhar,
batidas surdas no pátio dos fundos.
Nascemos para morrer,
por isso estamos aqui,
ainda rezamos orações ocas,
Corra pequeno garoto,
a cada esquina o perigo te espera,
solte, prenda, aprisione, liberte
na escuridão os movimentos são brandos
e a chegada uma surpresa,
não fale, não escute,
pare o necessário, ande até cansar,
o mundo é seu, do tamanho do grão de pó.
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