quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Corações Envenenados

Poemas que não reagem, são moradia de corações envenenados;
enquanto os sinos da Catedral quebram os vidros que aprisionam o mal,
eu vejo os muros levantados e as cortinas abaixadas.
Talvez sejam apenas alucinações, as ruas abrirem-se qual meu coração
esquerda, direita, não importa a direção se cada uma me distancia de você
Aumentam meu sofrer, o desejar sem ter o direito,
Esse é o verdadeiro poder, querer o algo mais;
ensina a respirar, a sobreviver neste mundo de ilusão,
Sombreado de cinza em que se tornou meu viver,
Um pedaço de nada, onde os cegos enxergam e conduzem os cães para passear...
Porto de poemas que não respondem, não escutam, não existem
onde apenas se sobrevive encostado no muro de ilusão
presos na cerca da construção, local dos corações envenenados
Repletos de solidão, ódio e rancor, nunca saberão o poder da oração na escuridão
Talvez o homem ainda possa erguer-se em meio da multidão
Gritando, salvar sua ilusão, sobreviver a mordida dos leões
do dilacerar da alma, recuperando o resto de força que lhe resta
Enquanto os poemas jazem esquecidos nas cartas de amor
rasgadas e espalhadas pelo chao da cidade sem fim...

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