sábado, 16 de janeiro de 2010

Aninha

Agora há pouco estava imerso no mais profundo devaneio
Não conseguia discernir entre as imagens criadas por entre a névoa
Ancorado neste porto louco e sombrio passei a vivenciar

Lampejos de consciência que tentavam mostrar-me às saídas possíveis
Uivos frenéticos dos cães assustados rasgavam ameaçadoramente à noite
Coberta pela colcha mágica formada de estrelas cintilantes
Inspiração divina, brilho vivo a lembrar em cada segundo
As mais loucas histórias de casais apaixonados

Deitados lado a lado na relva ainda úmida
Unem-se em carne e alma através das juras eternas
Respeitoso espetáculo vivido intensamente
Através dos incontáveis anos, séculos e milênios,
Nutrido pela vontade sublime e esplendorosa
Tangente em cada centímetro do corpo humano.
Incessante é a busca iniciada em torno

Da nova e muitas vezes desconhecida sensação,
Assusta-nos a idéia do fogo que arde sem queimar

Guerreamos uma batalha sem adversários, mortos ou feridos
Assim mesmo continuamos a empunhar a bandeira
Maior do estado soberano de nossas vidas
Aquela que tremula em nossos corações enquanto beijamos!

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