sábado, 20 de fevereiro de 2021

Confissões de um Botonista

 Hoje é o dia do moleque que tem a escalação do time do coração de cor e salteada gravada na memória, que consegue desafiar o time glorioso de Pelé, com o Imortal Tricolor de 83. Que faz o magnífico Milan de Van Basten e Cia, perderem para o Tuna Luso do Pará.

14 de Fevereiro é o dia de todo aquele rapazote que deslizava botões pelas mesas improvisadas na infância, narrava jogos com craques imaginários, disputava quem era o melhor da rua, do bairro, da escola.

Todo botonista é um jogador de futebol frustrado, um treinador injustiçado, um guardião do bom combate. 

Ser botonista é viver um mundo paralelo, com investimentos, negociações, torcidas, compra de estádio e craques a preços de invejar os clubes europeus. É disputar treino como jogo e jogo como eliminatórias.

Congregar outros dessa estirpe é criar laços que atravessam a vil contagem de tempo, percorre gerações, mantém viva a semente do botonismo em cada treinador. É saber as manhas, as formas de chutar, fechar uma jogada, reproduzir o esporte bretão nas mesas de madeira de lei.

Praticar esse esporte, sem idade, é o exemplo máximo de manter-se jovem pelo maior tempo de vida possível.

Quem conhece, sabe do que falo, então, prepara, porque vai a gol!!!

Parabéns aos botonistas de todas as Regras, principalmente aos da Gaúcha, onde começo a trilhar meu caminho!

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