Tenho que concordar parcialmente com o escritor italiano Umberto Eco que declarou certa vez que as redes sociais deram voz aos idiotas. Não só as redes sociais, mas os aplicativos de comunicação instantânea, permitiram que os chatos ganhassem vez e voz, criando um mundo paralelo em que somos escravos de sua falta de bom senso e impertinência.
Como dimensionar quem é o chato da vez, de que forma dizer que estamos incomodados com esta tentativa de impor sua presença digital sem ampliar os melindres e os mimimis? É certo que em algum momento também nos vestimos com a capa da chatice, este é um drama em que estamos dos dois lados.
Você e eu, somos os chatos políticos, históricos, religiosos, piadistas e os tarados do bom dia e da boa noite. Não compreendemos o silêncio respeitoso que surge do outro lado da tela, a forma educada de dizer que desagradáveis. É difícil compreender que não receber uma mensagem de volta, também é uma mensagem.
Agora, as facilidades digitais nos torturam, são alem destes, as ligações e mensagens de telemarketing, cobranças, oferecimento de empréstimos, enfim, já começo a pensar seriamente em aprender a milenar arte dos sinais de fumaça, talvez assim seja menos chato e suscetível a eles ou talvez só demonstre que a medida que os anos passam, minha tolerância diminui proporcionalmente.
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