Existem tantas cartas rasgadas espalhadas pelo chão, que se as unissem lado a lado, formariam um tapete de memórias, daqueles que guardamos com medo de usar e estragar. São os bens preciosos que se deixam exatamente distantes dos olhos ávidos e curiosos.
Conversando com uma amiga em uma destas abafadas tarde de fevereiro, lembramos dos dias idos, da necessidade de revisitação; não como forma de punição ou tortura, mas sendo um benefício para o amadurecimento emocional.
Por mais que se tente, vez ou outra uma boa lembrança trará ao seu lado uma lembrança menos agradável e esta puxará uma desagradável, mais raro é o contrário acontecer. Neste exato instante testemunhamos nosso crescimento. É simples, basta focar e vibrar diferente; voltar a perceber as cartas espalhadas e se deixar cair sobre elas, sorver o que ainda se pode ler e suspirar com aquilo que nos é permitido sonhar.
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