quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Curiosa

Doravante baixarei a guarda
Esperarei com garbo e galhardia teu sinal,
Se ele não surgir no azul do firmamento,
Deixarei escondidas no meio do caminho
Estas ou aquelas palavras rimadas e cifradas

Quando encontrá-las escritas entre folhas de bordô
Ungidas pelo sumo sagrado de lágrimas
Estará em conexão com uma alma liberta.

Vibrando com a sintonia novamente estabelecida,
Ouvirá ao longe os versos da canção
Cantarolada de forma brejeira e desafinada
Em que o mais importante será a mensagem

Mesmo que a razão contrarie a emoção
Eu sempre lembrarei de nós daquele jeito,

Trazendo as nuvens para perto,
Imaginando cavalos alados, flores brancas,
Rostos iluminados e corpos jogados na grama
Onde o tempo, este verdugo inclemente
Unindo norte e sul, luz e escuridão

Ostenta sem cerimônia, crueldade e regras

Sua marca milenar de cicatrizes cinzas
Explicitando que a luta não se encerra
Unicamente pelo gosto doce do beijo!

Assim, quando as palavras calarem
Me prometa, na próxima vida não demorar e
Onde estiver vai me encontrar novamente,
Rápida, santa e pecadora para um café!