sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

A Menina do Teto Solar - II

"A menina anda ocupada,
talvez sejam os ares do verão
a reflexão por finalizar mais um ano,
percebo assim seu ar mais sério!
Os olhos vivos continuam a busca,
no horizonte tentam descobrir
aquilo que lhe proporcione saciedade.
A menina corre demais,
tanto que me causa espanto
o seu longo caminho,
percorrido com o jeito que enfeitiça
aprisiona e lhe cerca o meu olhar
A menina nem sonha,
mas se pudesse, teria em suas mãos
rosas vermelhas colhidas daquela manhã
onde cruzaram-se nossos suspiros,
gritos silenciosos d'alma a implorar
O simples direito de beijar!"

Partida

Partiu com a mesma intensidade,
deixando como rastro uma saudade sem fim.
Unica, presença de meu sonhar,
muito me fez suspirar,
atiçava minha imaginação
palavras perdidas,
olhares desencontrados e hálito de anis.
Toda paixão juvenil, adulta ou senil é assim,
intempestiva, imprudente, forte e imprevista,
a o instante do sonhar,
se esvanesce com o despertar,
é o melhor e o pior,
o tudo ou o nada,
a realidade a fantasia,
Chave e prisão
um beijo pra te esquecer,
rodeado da vonta de ser tua cama!